EDUCAÇÃO, SAÚDE, POLÍTICA E SINDICATO: OS ACS EM SÃO PAULO

Paula Etlinger, Dalila Viana de Freitas

Resumo


 Dentro da perspectiva marxista, entendemos que a formação política é uma ferramenta essencial na construção de trabalhadores críticos em seus espaços de atuação. No campo da saúde, entretanto, a realidade dos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda está longe dessa perspectiva, o que, em grande medida, contribui para a baixa adesão desse segmento nas luta contra o desmonte da saúde pública brasileira (MENDES, CARNUT, MENDES, 2018). Assim, entendemos como urgente a necessidade de modificação deste quadro, entendendo que, para tanto, a formação política crítica deve começar por aqueles profissionais que estão maior contato com a comunidade, como por exemplo, pelas Agentes Comunitárias de Saúde (ACS) (PELOSO, 2012). Buscando uma forma de contribuir para essa formação e entendendo que essa construção deve ser coletiva, acessível, bem fundamentada e motivadora, foi elaborado um curso de formação política em conjunto com o sindicato dos ACS do estado de São Paulo (Sindcomunitário). Utilizou-se o método de Sistematização de Experiências de Oscar Holliday (HOLLIDAY, 2006) para a construção coletiva entre os educadores da Associação Paulista de Saúde Pública (APSP) com os membros da diretoria do sindicato. Foram coletadas informações significativas referentes ao conteúdo que essas trabalhadoras gostariam que fosse abordado no curso. Dentre esses conteúdos, destacaram -se, a saber, a organização coletiva do trabalho, a ação política comunitária através da educação popular crítica em saúde, táticas e estratégias para organização política através dos movimentos e forças sociais e a importância do trabalho de base popular.


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