AS RELAÇÕES ENTRE IGREJA CATÓLICA E REGIME CIVIL MILITAR NO BRASIL – UMA ANÁLISE A PARTIR DOS INTERESSES INSTITUCIONAIS DA IGREJA

Ailton Marcos dos Reis

Resumo


Este artigo tem como objetivo analisar o posicionamento político da Igreja Católica frente ao Regime de Exceção que se instaurou no Brasil. O recorte cronológico estabelecido vai de 1964, ano que ocorreu a implantação do novo governo, e parte da Hierarquia Católica manifestou apoio à ação dos militares que levou a deposição do presidente João Goulart, até fins da década de 1970, quando essa mesma Hierarquia, agora mais unificada, passa a assumir uma posição clara de oposição ao Regime Civil Militar. Utilizando uma investigação bibliográficadocumental, foi possível concluir que a necessidade de preservar os interesses institucionais, tais como o de proteção de seus membros, de manutenção de sua posição de independência frente ao governo, e principalmente a necessidade de preservação da autoridade e poder de liderança da hierarquia católica, foram determinantes na condução das ações da Hierarquia Católica, representada no país pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Para um melhor entendimento da amplitude do conceito de Igreja foi tomado como aporte teórico as definições de Max Weber.

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