RETRATOS DE FAMÍLIA: ESCRAVIDÃO E LIBERDADE NAS TERRAS DO ESPÍRITO SANTO NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX

Geisa Lourenço Ribeiro

Resumo


O que acontece com os ex-escravos após alcançar a liberdade? Abandonam a região onde foram escravizados para fugir do poder e influência do antigo senhor e/ou do lugar para evitar memórias que desejam esquecer? Sem dúvida, essa pode ter sido uma alternativa, tanto dentro do período anterior à abolição, quanto posterior a 1888. No entanto, antes de concordar-se tão rapidamente com tais possibilidades é necessário recordar que muitos dos recém libertos estavam envolvidos em antigos laços familiares que não se desfizeram com seu novo estatuto jurídico. Laços sanguíneos e afetivos são indícios importantes da história construída por aqueles homens e mulheres que enfrentaram o cativeiro no Brasil e de suas redes de solidariedade que não foram rompidas nem mesmo pela liberdade. Diante disso, serão compartilhados alguns casos encontrados em inventários post-mortem e testamentos produzidos na segunda metade do século XIX na região cafeeira do sul do Espírito Santo na tentativa de refletir sobre os elementos que podem ter influenciado suas escolhas, isto é, que foram importantes na (re) construção da vida após alcançar a liberdade.

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