O CORPO FEMININO NO PENSAMENTO CRISTÃO MEDIEVAL

Laila Lua Pissinati

Resumo


O período medieval teve como principal instituição a Igreja Católica que através de seus dogmas e discursos tentou determinar e controlar todos os aspectos da vida no ocidente medieval. Sabe-se que sociedades ocidentais cristãs estavam permeadas pelo discurso antagônico entre carne e espírito. O corpo, os prazeres da carne e tudo relacionado a ele, segundo a teoria da Igreja, eram a fonte de maldição. Acreditando que o pecado entrara no mundo através da mulher e de sua sexualidade, e assim, temendo a carnalidade feminina, a Igreja buscou formas de controlá-la. A partir dos Padres da Igreja, até a filosofia escolástica, no século XIII, iniciou-se uma luta contínua por parte da Igreja para implantar a vitória da alma/espírito sobre o corpo/carne. Um dos desdobramentos dessa ótica do corpo localiza-se no imbricamento entre o corpo feminino e a sexualidade. Esta comunicação tem por objetivo levantar algumas questões relacionadas ao corpo feminino na sua relação com a Cristandade Medieval. A fim de tornar mais claro os saberes a respeito do controle do corpo e da sexualidade delas, buscamos as relações idearias entre o corpo e Cristandade do período em questão, passando pela dualidade estabelecida entre corpo e espírito, findando, enfim, com o corpo feminino como local de reprodução.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2017 Anais dos Encontros Internacionais UFES/PARIS-EST