O PROCESSO DE TRANSIÇÃO DA MÃO DE OBRA ESCRAVA PARA A LIVRE E A IMIGRAÇÃO NO ESPÍRITO SANTO DO SÉCULO XIX

Márcia Regina Batista

Resumo


Este trabalho pretende mostrar o desenvolvimento do Espírito Santo no contexto da produção cafeeira, as implicações do fim da escravidão para a economia e a política de imigração no Estado, considerando que, no Espírito Santo, esses acontecimentos diferem de outras regiões produtoras de café, em especial o Oeste Paulista. Com a abolição do trabalho escravo, os fazendeiros do Oeste Paulista passaram a contratar seus trabalhadores como assalariados, mas, no Espírito Santo, os fazendeiros do Sul contrataram através de parcerias, o que se mostrou uma forma instável de contratação que, somada a outros fatores, levou à fragmentação dessas propriedades. Na região de Vitória, as grandes fazendas, com o esgotamento do solo, voltaram às suas antigas culturas e o café passou a ser plantado na pequena propriedade. Dessa forma, a substituição da mão de obra é feita igualmente pela mão de obra estrangeira, porém com moldes diferentes: em São Paulo, como força de trabalho assalariado nas grandes fazendas; no Espírito Santo, na condição de produtores em pequenas propriedades.

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