AS PRÁTICAS DE ALFORRIA NA DESAGREGAÇÃO DO SISTEMA ESCRAVISTA – PROVÍNCIA DO ESPÍRITO SANTO

Rafaela Domingos Lago

Resumo


Este trabalho versa sobre os padrões de alforrias na região central da Província do Espírito Santo entre 1871 e 1888. Pretendeu-se dar destaque a ação dos escravos – que tinham assegurada a liberdade caso obtivessem pecúlio suficiente para pagar por ela a partir de 28 de setembro de 1871 –, às redes de solidariedade que se formaram em torno das manumissões e as estratégias dos senhores nas “concessões” de cartas num momento de desagregação do sistema escravista. Para tanto foram analisadas as práticas de alforrias registradas em vinte e um livros do cartório do segundo ofício de notas do Juízo de Vitória. As informações baseiam-se em amostra de 155 cartas de liberdade contendo 171 escravos alforriados. Os estudos de alforrias na Província do Espírito Santo engrossam as fileiras de trabalhos que refutam a ideia de um padrão único de alforrias para todo o Brasil e chamam atenção para a diversidade de características das manumissões, que variam de acordo com o lugar e período em foco.

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