ANÁLISE DA POLÍTICA INDÍGENA E INDIGENISTA ADOTADA NO ALDEAMENTO DE ITAMBACURI (1873-1889)

Tatiana Gonçalves de Oliveira

Resumo


Este trabalho, tendo em vista contribuir com a historiografia acerca da história dos índios no Brasil, principalmente no que tange às análises das relações sociais, políticas e culturais nos aldeamentos, propõe o entendimento acerca da política indigenista e indígena adotada na província de Minas Gerais entre os anos de 1873 e 1889. Escolhemos como objeto de análise o Aldeamento dos Índios de Itambacuri, fundado em 1873, no norte de Minas Gerais, por missionários italianos da ordem dos Capuchinhos. A escolha desse aldeamento foi motivada pela sua duração maior em relação aos outros aldeamentos criados no mesmo período, pela sua importância e centralidade para o entendimento da política indigenista provincial e imperial. Ao problematizar a organização social e o cotidiano do Aldeamento de Itambacuri, busca-se, também, analisar as relações interétnicas entre os diferentes sujeitos que vivenciaram aquela experiência, evidenciando os aspectos marcantes de uma política indígena construída a partir dos conflitos e negociações com os agentes indigenistas. Incluem-se nesse cenário as elites locais e provinciais que buscavam seus domínios sobre as terras do vale do Mucuri, além do controle sobre a mão de obra indígena daqueles “sertões”. É importante salientar que, a experiência provincial da política indigenista praticada em Minas foi pensada em consonância com as diretrizes e propostas vindas da corte, que propunha resolver a “questão indígena” nas províncias do Império.

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