É preciso escolher: o papel desempenhado pelas revistas ‘Marcha’ e ‘Ercilla’ no debate político do Uruguai e do Chile durante a primeira metade da década de 1970

Mateus Fávaro Reis

Resumo


Este breve texto tem por objetivo analisar, em perspectiva comparada, o posicionamento político adotado pelas revistas Marcha e Ercilla, no Uruguai e no Chile, em face dos dilemas colocados pela polarização política que marcou o cenário dos dois países sul-americanos, durante a primeira metade dos anos 1970, com um desfecho comum de destruição dos regimes democráticos, devido à execução dos golpes de Estado, respectivamente em junho e setembro de 1973. Em tempos difíceis, era preciso escolher. Se, por um lado, Marcha trilhou o caminho das pedras, ao condenar vigorosamente o golpe no Uruguai, realizado pelo presidente Juan María Bordaberry, com o apoio dos militares; de outro, Ercilla preferiu tomar rumos diferentes, ao apoiar o golpe no Chile para desmantelar o governo presidido por Salvador Allende.

Palavras-chave


Marcha; Ercilla; Uruguai; Chile; Golpe de Estado

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