O ESTILO DE TRADUTORES E TRADUÇÕES DE HEART OF DARKNESS EM UMA PERSPECTIVA LINGUÍSTICA: ESCOLHAS LEXICAIS COMO INDICADORES DE RELAÇÕES RACIAIS

Marina Sampaio Montenegro, Mayelli Caldas de Castro

Resumo


Este estudo analisa o estilo de quatro tradutores do português europeu de Heart of Darkness, por meio de investigação eletrônica das escolhas lexicais referentes aos pares de contrastes presentes na obra. Esses pares de contrastes são deliberadamente utilizados pelo autor do texto-fonte para criar um clima de ambiguidade, sendo este um dos principais temas identificados por pesquisadores (STUBBS, 2003, 2005; TURCI, 2007). Alguns críticos literários julgam a obra de Conrad como racista, outros dizem ser uma obra que denuncia o racismo. Turci (2007) investiga o lema Dark* para verificar se as palavras derivadas desse lema foram utilizadas na obra para descrever imagens da Inglaterra ou da África. Este estudo parte das investigações de Stubbs (2003, 2005) e Turci (2007), para identificar se escolhas lexicais relacionadas aos pares de contrastes, e atribuídas aqui como traços de estilo dos tradutores, interferiram na descrição das relações raciais ou não nas traduções. O estudo se fundamenta no aporte teórico metodológico dos Estudos da Tradução baseados em Corpus (BAKER, 2000). Os achados mostraram, principalmente, que a variedade nas escolhas lexicais pode ser atribuída como traços estilísticos dos tradutores e das traduções, influenciando o texto final e alterando, assim, a imagem do mundo ficcional.


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