MACHADO DE ASSIS NOS UMBRAIS DA (PARA)TRADUÇÃO

Juliana Aparecida Gimenes

Resumo


O objetivo deste artigo é discutir a relação da tradução de um elemento paratextual de grande relevância – a capa – em cinco traduções de Machado de Assis para o espanhol. Queremos, com este estudo, destacar que as pesquisas em paratradução têm ganhado visibilidade dentro dos estudos de tradução, uma vez que proporcionam um lugar de análise crítica daquilo que “cerca, envolve, apresenta e introduz” o texto traduzido no mercado editorial. Em outras palavras, tudo aquilo que está ao redor, amplia e diz sobre a tradução também participa do processo de construção do imaginário em outra língua-cultura. A partir das considerações de Genette (2009), Yuste Frías (2005, 2011, 2015) e Nouss (2012a, 2012b), (a) analisamos cinco capas de obras machadianas traduzidas para o espanhol, (b) propusemos leituras dessas capas e (c) levantamos hipóteses sobre os possíveis efeitos nos leitores no mundo hispânico. Algumas conclusões iniciais que podem ser feitas a partir desse estudo são, de um lado, a grande capacidade de formação de leitores críticos de literatura traduzida, e, de outro, a visibilidade da paratradução, não como um lugar indeciso e pouco preciso, mas justamente o contrário, um lugar de orientação e de convite à leitura.


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