TRADUÇÃO AUDIOVISUAL E O DIREITO À CULTURA: O CASO DA COMUNIDADE SURDA

Vinicius Nascimento, Tiago Coimbra Nogueira

Resumo


Este artigo possui como objetivo discutir a tradução audiovisual da língua de sinais (TALS) como direito social e linguístico da comunidade surda. Para tanto, analisa-se como o tema aparece em duas esferas: (i) a acadêmico-científica, verificando o (não) lugar das línguas de sinais no campo da Tradução Audiovisual (TAV) nos Estudos da Tradução; e (ii) na legislativa, a partir da análise dos documentos legais no contexto brasileiro que determinam a inserção das “janelas de Libras” em, apenas, algumas produções audiovisuais. A análise mostra que os Estudos da TAV não conseguiram acompanhar a velocidade da ampliação dos direitos sociais das comunidades surdas e nem da presença de sua língua nos diferentes contextos sociais. Mostra, também, a necessidade de olhar para a TALS como ampliação das possibilidades de consumo das produções audiovisuais no Brasil.  Espera-se, com isso, dar início ao debate sobre a importância da TALS, sua prática, pesquisa e a real inclusão da comunidade surda no contexto brasileiro.


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