Desconstrução e heterodoxia linguística em Jacques Derrida

Autores

  • Tiago de Fraga Gomes Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Resumo

O presente texto, partindo das ideias de Derrida, pretende levantar um questionamento a respeito da repressão filosófica logocêntrica que quer classificar tudo como voz ativa e voz passiva. A différance derridiana, como diferenciação aberta e imprevisível, não se enquadra nos moldes gramatológicos ortodoxos, denotando uma voz intermediária, prenhe de potência, de possibilidades e de uma anarquia improvisadora. Derrida questiona o status do conhecimento pela desconstrução da escritura, interpelando a própria ordem conceitual, porém, não impondo limites à interpretação textual, mas utilizando-se de conceitos indecidíveis, com o intuito de não colocar uma camisa de força aniquiladora da potência linguística e filosófica.

Biografia do Autor

Tiago de Fraga Gomes, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Bacharel em Filosofia e em Teologia pela PUCRS. Mestre e Doutorando em Teologia pela PUCRS. Bolsista da Capes.

Publicado

2019-02-28

Edição

Seção

Fluxo Contínuo