v. 31 n. 2 (2020): Pós-abolição: sociabilidades, relações de trabalho e estratégias de mobilidade social

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A abordagem da historiografia da escravidão das décadas de 1970 e 1980, que transferiu a ênfase das pesquisas para o papel social dos próprios escravos, apresentou evidências de que os cativos construíram amplas e sólidas redes de relações, e que suas principais aspirações eram o acesso à terra, à formação de famílias e a certo grau de autonomia na vida cotidiana. Pesquisas na área promoveram também uma formulação diferenciada do problema do pós-abolição. Esta mudança de perspectiva implicou numa abordagem das sociedades pós-emancipação mais centrada na experiência dos libertos, no estudo de suas aspirações e de suas atitudes em face do processo emancipacionista e dos novos contextos sociais por ele produzidos. Diante disso, este dossiê abre espaço para discussão de pesquisas que abordem a participação de escravos e ex-escravos no processo de desintegração do sistema escravista brasileiro, bem como a ação dos libertos e descendentes, que teriam interferido nos processos de reconfiguração de relações sociais e de poder que se seguiram à abolição do cativeiro.

Publicado: 2020-07-08

Pós-abolição: sociabilidades, relações de trabalho e estratégias de mobilidade s

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