QUAL É O STATUS TIPOLÓGICO DA CONVERSAÇÃO?

Autores

  • Luiz Carlos Travaglia Universidade Federal de Uberlândia
  • Gil Roberto Costa Negreiros Departamento de Letras Vernáculas Programa de Pós-Graduação em Letras Universidade Federal de Santa Maria http://orcid.org/0000-0002-9161-7967

Resumo

Num momento em que importa discutir ou examinar conceitos e critérios de análise dentro da Linguística Textual e da Análise da Conversação, este trabalho pretende discutir um pouco mais sobre o status tipológico da conversação, buscando respostas para perguntas como: a conversação é um tipo de texto? Um gênero? Ou apenas uma atividade de língua sem constituir um tipo ou um gênero em especial? Como tratar os casos de gêneros delimitáveis dentro da conversação e a tipificação do que sobra ou do que não é identificável como um gênero corrente ou pelo menos ainda não identificado como tal? A base teórico-metodológica para instrumental de análise é baseada na proposta tipológica feita por Travaglia ([2003]/2007, 2007a, 2009) sobre as categorias de textos divididas em quatro naturezas distintas, denominadas de tipelementos (tipos, subtipos, gêneros e espécies), bem como o que propõem Travaglia et al. (2013) sobre gêneros orais e Travaglia (2007b) sobre a composição de gêneros pelos tipos, em que se pode ter três diferentes categorias de relações entre os tipos que estão compondo o gênero: conjugação, fusão ou intercâmbio. Nosso corpus será constituído de diálogos entre dois ou mais informantes. Tendo em vista a dificuldade de obtenção de gravações secretas de conversações espontâneas, está sendo analisado o inquérito 343 do projeto NURC/SP. Os resultados demonstram, preliminarmente, que a conversação pode ser considerada como uma atividade de uso da língua, que é realizada por meio de vários gêneros.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Gil Roberto Costa Negreiros, Departamento de Letras Vernáculas Programa de Pós-Graduação em Letras Universidade Federal de Santa Maria

Possui graduação em Letras pela Universidade Vale do Rio Verde de Três Corações - UNINCOR (1998), especialização em Língua Portuguesa pela Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMG (1999), mestrado em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP (2003), doutorado também em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUC/SP (2008) e pós-doutorado pela Universidade de São Paulo - USP (Programa de Letras Clássicas e Vernáculas - área de História das Ideias Linguísticas). Tem experiência na área de Letras, atuando em cursos de graduação e pós-graduação (especialização). Atuou como professor e pesquisador do Mestrado em Letras da Universidade Vale do Rio Verde de Três Corações - UNINCOR. Atualmente, é professor adjunto do Departamento de Letras Vernáculas da Universidade Federal de Santa Maria, onde atua na graduação em Letras (licenciatura e bacharelado) e na Pós-Graduação Stricto Sensu em Letras (linha de pesquisa “Linguagem e Interação”). Tem experiência na área de Letras e Linguística, com ênfase nas seguintes áreas: Língua Portuguesa, Análise da Conversação, Análise do Discurso, Sociolinguística e Linguística Histórica. Dentre vários de seus trabalhos, destaca-se o livro Marcas de Oralidade na Poesia de Manuel Bandeira, publicado pela Editora Paulistana e a participação no livro Ensino de Lingua Portuguesa, organizado por Vanda Maria Elias e publicado pela Editora Contexto.

Downloads

Publicado

2019-10-22