O SIGNO EM TRANSFORMAÇÃO NA TRADUÇÃO DE OS SERTÕES

Autores

  • Zelina Márcia Pereira Beato Universidade Estadual de Santa Cruz
  • Aryadne Bezerra de Araujo Universidade Estadual de Santa Cruz

Resumo

Ao considerar com rigor os dois principais argumentos de Saussure: a arbitrariedade do signo e o processo de significação inserido na lógica da língua como sistema de diferenças, Jacques Derrida compromete o projeto tradutório com a noção de tradução como processo de transformação e não como equivalência de significados.  Articulamos aqui uma reflexão que envolve a leitura derridiana do conceito saussuriano de signo e o exame de duas traduções para o inglês d’Os sertões de Euclides da Cunha: Rebellion in the Backlands, de Samuel Putnam, lançada em 1944, e Backlands: the Canudos Campaign, tradução feita por Elizabeth Lowe e publicada em 2010. Na tentativa de entender o argumento de Derrida que sustenta a noção de tradução como processo criativo o foco recai sobre os dois títulos d’Os Sertões em inglês, títulos estes que se diferenciam mesmo se tratando de traduções do que chamamos de um mesmo signo.     

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Biografia do Autor

Zelina Márcia Pereira Beato, Universidade Estadual de Santa Cruz

Mestre e doutora em Linguística Aplicada - Traução pela Unicamp. Pós-doutora com pesquisa sobre a tradução/tradutor August Willemsen da literatura brasileira para a língua holandesa pelo CETRA, Center for Translation Studies da Universiteit Katholieke Keuven - Bélgica. Professora titular do Departamento de Letras e artes da UESC, membro permanente do Programa de Pós-graduação em Letras: Linguagens e Representações.

 

Aryadne Bezerra de Araujo, Universidade Estadual de Santa Cruz

Graduada em Letras pela Universidade Estadual de Santa Cruz- UESC. Mestranda em Letras: Tradução, Programa de Pós-Graduação Letras Linguagens e Representações, UESC. Bolsista Capes.

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Publicado

2015-07-14