A modernidade lusa expressa na trajetória dos sabores entre os séculos XVII-­XVIII: análise de livros de cozinha

Autores

  • Patrícia M. S. Merlo
  • Fernando Santa Clara Viana Júnior

DOI:

https://doi.org/10.23871/dimensoes-n37-14867

Resumo

A Época Moderna foi marcada pela transição dos sabores marcantes das especiarias usadas em abundância e a opulência excessiva na apresentação dos pratos no medievo, por sabores mais delicados e temperos que valorizavam o gosto natural dos alimentos. Este trabalho analisa a modificação na trajetória dos gostos alimentares lusos entre os séculos XVII­XVIII, influenciada por tendências francesas, consideradas modelos para grande parte da Europa moderna. Para além das alterações de técnicas culinárias, buscou-se observar também a mudança dos ingredientes, que constituíram o principal foco de inovações do período. Para tanto, tomou-se como base de análise os dois primeiros livros de cozinha portugueses publicados: Arte de Cozinha (1680), de Domingos Rodrigues, e Cozinheiro Moderno ou Nova Arte de Cozinha (1780), de Lucas Rigaud. A partir das obras busca-se esquadrinhar, em linhas gerais, quais foram as transformações ocorridas no paladar português ao longo do período em tela.

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Publicado

2016-12-31

Edição

Seção

Dossiê: Circularidade, identidades e imaginário político no Mundo Ibérico