Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde https://www.periodicos.ufes.br/rbps <p><strong>ISSN - 2446-5410</strong></p> <p>A Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde (RBPS), é uma publicação do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Espírito Santo, tem a missão de publicar manuscritos de elevado nível técnico-científico que contribuam, direta ou indiretamente, para a promoção do conhecimento nas áreas das Ciências da Saúde. A RBPS destina-se à publicação trimestral de manuscritos científicos, incluindo editoriais, artigos originais, artigos de revisão, relatos de casos e relatos de experiência, referentes a assuntos e estudos de interesse técnico-científico nas áreas das Ciências da Saúde.</p> <p>Você pode acessar as "Diretrizes para Autores" em <a title="https://periodicos.ufes.br/rbps/about/submissions" href="https://periodicos.ufes.br/rbps/about/submissions" target="_blank" rel="noopener">https://periodicos.ufes.br/rbps/about/submissions</a></p> <p>Acesse o <a href="https://periodicos.ufes.br/rbps/libraryFiles/downloadPublic/174">template </a>para submeter o seu manuscrito na RBPS. Siga-o rigorosamente. 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A respeito das iniciativas dos eventos institucionais, foram identificados 6 Seminários Estaduais de Vigilância em DANT. <strong>Conclusão</strong>: O conjunto de ações desenvolvido permitiu a disseminação da magnitude das DANT sobre o quadro da morbimortalidade no Espírito Santo, contribuindo para fundamentação teórica e advocacy, inserindo o tema em iniciativas como do Plano Estadual de Saúde (2009) e do Plano Diretor de Regionalização (2011), culminando com a exitosa elaboração do Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis no estado Espírito Santo (2017).</p> Jeane Soares de Aguiar Romildo Luiz Monteiro Andrade Copyright (c) 2022 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-22 2022-09-22 23 4 85 97 10.47456/rbps.v23i4.32770 Emprego da indução de periodontite experimental em camundongos para estudos clínicos: métodos e resultados https://www.periodicos.ufes.br/rbps/article/view/36047 <p><strong>Introdução</strong>: Estudos têm buscado a utilização de métodos para indução da periodontite experimental em camundongos para análise do processo inflamatório e fatores terapêuticos alternativos. <strong>Objetivos</strong>: Realizar uma revisão de literatura integrativa sobre os métodos e resultados de pesquisas realizadas em camundongos a fim de induzir um processo inflamatório de periodontite. <strong>Métodos</strong>: Utilizar metodologia qualitativa e definição da pergunta norteadora: Quais os principais métodos e resultados na indução de periodontite experimental em camundongos? Os MeSHterms: “Periodontitis” e “Mice” foram usados para a busca dos artigos científicos na base de dados PubMed. Foram encontrados 4.192 trabalhos na íntegra; destes, 16 artigos encontravam-se duplicados nas estratégias de busca, totalizando, assim, 7 artigos selecionados. <strong>Resultados</strong>: O processo inflamatório da periodontite em camundongos pode ocorrer com mais eficácia com a utilização da ligadura do que pela gavagem, visto que ocorre uma resposta pelas células imunológicas para o ataque do agente agressor, sendo a ligadura um agente que estará de maneira constante e corriqueira na região instalada do que pela gavagem. Entre as metodologias para indução da periodontite, foram observadas àquelas com aplicação do patógeno bacteriano diretamente no tecido gengival; aplicação de LPS provenientes de P. gingivalis; colocação de ligadura com fio de seda embebido por P. gingivalis; e colocação de ligadura com fio de seda sem embebição por bactérias. <strong>Conclusão</strong>: Nesse modelo animal para estudo da periodontite observaram-se algumas alterações fisiológicas, como distúrbios imunológicos e alterações na frequência cardíaca. Portanto, os resultados dessa revisão responderam à pergunta norteadora estabelecida na metodologia.</p> Matheus Harllen Gonçalves Veríssimo Bianca Franzoni Ribeiro Lanna Lidia Monteiro Figueiredo Ramon Rodrigues de Lima Morgana Maria Sousa Gadêlha de Carvalho Copyright (c) 2022 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-22 2022-09-22 23 4 98 104 10.47456/rbps.v23i4.36047 Voz do deficiente auditivo usuário de implante coclear: Revisão integrativa https://www.periodicos.ufes.br/rbps/article/view/38496 <p><strong>Introdução</strong>: O implante coclear (IC) viabiliza melhores condições para o desenvolvimento e manutenção da audição, proporcionando feedback auditivo durante a fonação e fala. <strong>Objetivos</strong>: Analisar publicações recentes sobre produção vocal do deficiente auditivo usuário de IC. <strong>Métodos</strong>: Revisão integrativa da literatura, por meio de buscas nas bases de dados SciELO e PubMed. Foram incluídos artigos publicados em inglês ou português, no período de 2016 a 2020, cujos títulos contemplaram as palavras “voz” e “implante coclear” e mencionaram relação do IC com a produção vocal. Foram excluídos editoriais, revisões sistemáticas da literatura, os que relacionaram o IC com percepção vocal ou produção de fala isoladamente. <strong>Resultados</strong>: Foram selecionados 10 estudos que avaliaram vozes de crianças, adultos e idosos usuários de IC por meio de: 1) Avaliação objetiva - análise acústica; 2) Avaliações subjetivas - do próprio paciente (questionários de autoavaliação vocal), de juízes fonoaudiólogos (Avaliação Perceptivo Auditiva) e de outros indivíduos (identificação de emoções vocais); 3) Avaliação de dados fisiológicos - análise aerodinâmica vocal. Estudos referem melhora progressiva na frequência fundamental, jitter, pressão subglótica e tempo máximo fonatório após a cirurgia, uso do IC e fonoterapia. Houve diminuição do grau geral do desvio vocal, instabilidade, grau de alteração da ressonância, melhora na inteligibilidade de fala e pistas prosódicas. A autoavaliação revelou sintomas e desvantagem vocal desviados e melhora na qualidade de vida 6 meses após a cirurgia. <strong>Conclusão</strong>: O feedback auditivo proporcionado pelo IC e terapias de reabilitação melhora a comunicação e reflete efeitos positivos na qualidade de vida e vocal dos seus usuários.</p> Glaucimar Cardoso Carolina Fiorin Anhoque Copyright (c) 2022 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-22 2022-09-22 23 4 105 112 10.47456/rbps.v23i4.38496 Características epidemiológicas de mortalidade materna em Minas Gerais, Brasil, de 2008 a 2019 https://www.periodicos.ufes.br/rbps/article/view/35960 <p><strong>Introdução</strong>: A mortalidade materna é um grave problema de saúde pública e evento evitável na grande maioria dos casos. <strong>Objetivos</strong>: Descrever características epidemiológicas e as principais causas de óbitos maternos em Minas Gerais, Brasil, no período 2008-2019. <strong>Métodos</strong>: Estudo ecológico utilizando o Sistema de Informações sobre Mortalidade. A razão de mortalidade materna foi estimada por triênios e por macrorregião de saúde através do número de óbitos maternos/número de nascidos vivos X 100 mil. Foram analisadas variáveis sociodemográficas (faixa etária, raça/cor, escolaridade e estado civil), óbitos por tipo de causa obstétrica e as principais causas por grupo e categoria. <strong>Resultados</strong>: Foram registrados 1.333 óbitos com disparidade nas razões de mortalidade materna das macrorregiões. A Nordeste esteve acima da média estadual em todos os triênios. A Leste apresentou valor alarmante no último triênio. Predominaram os óbitos em mulheres na faixa etária de 30 a 39 anos, raça cor parda, de 8 a 11 anos de escolaridade e estado civil solteiras. Razões de mortalidade materna foram mais altas em mulheres viúvas, nas faixas etárias avançadas e em indígenas e pretas. As causas mais frequentes foram a pré-eclâmpsia e hemorragia pós-parto. <strong>Conclusão</strong>: Permanece o desafio de reduzir os níveis de mortalidade materna no estado, sobretudo em macrorregiões onde os valores foram mais preocupantes. Medidas devem ser direcionadas aos grupos de maior vulnerabilidade. São necessárias ações estratégicas mais intensas para o enfrentamento da mortalidade materna.</p> Livia Lopes Regina Amélia Lopes Pessoa de Aguiar Copyright (c) 2022 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-22 2022-09-22 23 4 6 16 10.47456/rbps.v23i4.35960 Assimetrias na implementação da vigilância da qualidade da água em relação ao fluoreto no Brasil https://www.periodicos.ufes.br/rbps/article/view/36688 <p><strong>Introdução</strong>: A vigilância da qualidade da água é a principal estratégia para garantir sua segurança e potabilidade para consumo humano. Entre os parâmetros analisados destaca-se o fluoreto em decorrência dos riscos e benefícios para a saúde resultantes de sua ingestão. <strong>Objetivos</strong>: Analisar a estrutura e o grau de implementação das atividades de vigilância da qualidade da água de abastecimento público em relação ao parâmetro fluoreto entre os Estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal. <strong>Métodos</strong>: Foram utilizados dados obtidos por meio de entrevistas semiestruturadas com responsáveis pela vigilância da água. O grau de implementação foi considerado incipiente, intermediário ou avançado, conforme critérios e indicadores definidos com base no modelo lógico. <strong>Resultados</strong>: Apenas sete unidades federativas realizavam a vigilância do parâmetro fluoreto. As demais necessitavam de melhor estruturação, incentivo e/ou interação entre os níveis de governo, os órgãos de vigilância e os especialistas para a implementação de atividades de forma abrangente. <strong>Conclusão</strong>: Para alcançar um grau avançado de implementação da vigilância da qualidade da água em relação ao fluoreto em todas as unidades da federação, mecanismos de coordenação e do processo de governança dessa política nesse subsetor institucional do setor saúde deveriam ser aprimorados.</p> Maria Paula Auad de Carvalho Sanchez Luiz Roberto Augusto Noro Lorrayne Belotti Celso Zilbovicius Paulo Capel Narvai Paulo Frazão Copyright (c) 2022 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-22 2022-09-22 23 4 17 27 10.47456/rbps.v23i4.36688 Qualidade e eficácia in vitro de géis alcoólicos para uso no sistema público de saúde em municípios da região sul do Espírito Santo, Brasil https://www.periodicos.ufes.br/rbps/article/view/36579 <p><strong>Introdução</strong>: Uma das medidas mais eficazes para evitar a infecção pelo SARS-CoV-2 e prevenir a COVID-19 é assegurar a adequada higienização das mãos, o que pode ser conseguido de forma eficaz com o uso de antissépticos contendo álcool etílico. <strong>Objetivos</strong>: O objetivo do trabalho foi preparar, avaliar a qualidade e pesquisar a eficácia in vitro de géis alcoólicos produzidos para doação à serviços de saúde de municípios da região sul capixaba. <strong>Métodos</strong>: Três lotes de gel contendo álcool etílico foram preparados e tiveram os seguintes parâmetros de qualidade avaliados: aspecto, pH, densidade relativa, resistência à centrifugação, viscosidade, teor, perfil de textura e contagem de microrganismos mesófilos totais. A eficácia antimicrobiana in vitro foi estudada. <strong>Resultados</strong>: Os valores de pH variaram de 6,2 a 6,5; a densidade relativa, entre 0,864 e 0,876 g/mL; a viscosidade, entre 115.500 e 123.500 cP; a dureza entre 33 e 40 g e, a elasticidade e a adesividade, entre 6,42 e 6,76 mm e 1,1 a 1,7 mJ, respectivamente. Não houve fluidificação durante testes de estresse mecânico. O teor de álcool etílico variou de 69,15 a 72,75%. Os produtos atenderam às especificações para ausência de proliferação microbiana e inibiram o crescimento das cepas estudadas. <strong>Conclusão</strong>: Os géis apresentaram qualidade conforme as especificações recomendadas, sendo considerados seguros e eficazes para o uso como antissépticos para as mãos. O trabalho é inédito, pois, reúne a discussão da legislação, técnica de preparo, ensaios e parâmetros de qualidade e, pesquisa a eficácia de antissépticos em gel baseados no álcool etílico.</p> Elder de Oliveira Caetano Daiana Freitas Ferreira Thais Martins da Silva Kellen Barelo Corrêa Kamila Arêas Bastos Raphael Canal Maximino Carlos Alexandre Pinheiro Patrícia Fontes Pinheiro Juliana Alves Resende Janaina Villanova Copyright (c) 2022 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-22 2022-09-22 23 4 28 37 10.47456/rbps.v23i4.36579 Perfil epidemiológico dos acidentes escorpiônicos no estado do Espírito Santo no período de 2005 a 2014 https://www.periodicos.ufes.br/rbps/article/view/18356 <p class="Ttulo11"><strong>Introdução</strong>: O escorpionismo é considerado um problema de saúde pública em alguns países, inclusive no Brasil, em virtude da alta incidência e/ou gravidade dos casos. <strong>Objetivos</strong>: O objetivo deste estudo foi descrever as características epidemiológicas dos acidentes escorpiônicos ocorridos no Espírito Santo entre 2005 e 2014. <strong>Métodos</strong>: Foi realizado um estudo descritivo, quantitativo e retrospectivo dos acidentes notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponíveis no site do DATASUS. <strong>Resultados</strong>: Foram notificados 15.820 acidentes, dos quais 22 evoluíram para óbito. As taxas médias de incidência e mortalidade foram de 43,9 e 0,062/100.000 habitantes, respectivamente. A taxa média de letalidade foi de 0,17%. As Regiões Norte e Central apresentaram as maiores taxas de incidência e mortalidade. As maiores taxas de letalidade ocorreram nas Regiões Norte e Metropolitana. Os acidentes ocorreram com maior frequência em indivíduos do sexo masculino (67,8%), pardos (49,1%) e entre 20 e 39 anos (36,4%). A maioria dos casos foi atendida no intervalo de 0 a 1 hora (60,3%), classificada como leve (78,4%) e evoliu para cura (97,3%). Outubro foi o mês que mais registrou acidentes no Estado. <strong>Conclusão</strong>: A incidência no Estado é alta principalmente nas Regiões Norte e Central. O perfil dos acidentes ocorridos no Espírito Santo corresponde ao encontrado no restante do país. Os resultados obtidos demonstram a necessidade de intensificar as ações de controle de escorpiões, visando a prevenção dos acidentes.</p> Pollyana Lima Peterle Gabriela Callo Quinte Copyright (c) 2022 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde/Brazilian Journal of Health Research https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-22 2022-09-22 23 4 38 47 10.47456/rbps.v23i4.18356 Conhecimento e práticas dos profissionais de Saúde sobre saúde bucal na primeira infância https://www.periodicos.ufes.br/rbps/article/view/36551 <p><strong>Introdução</strong>: O acesso à saúde bucal na primeira infância da população é limitado, a cárie é a doença mais comum em pré-escolares, atingindo 600 milhões de crianças no mundo, o que causa um impacto na qualidade de vida das crianças e seus familiares. Fatores como aleitamento materno, hábitos alimentares, hábitos bucais deletérios, conhecimento e práticas dos profissionais de saúde podem interferir na saúde bucal. <strong>Objetivos</strong>: Verificar o conhecimento e práticas dos profissionais de saúde do Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (HUCAM) sobre saúde bucal na primeira infância. <strong>Métodos</strong>: Trata-se de uma pesquisa quantitativa descritiva, adotando como instrumento de coleta um questionário autoaplicável, a amostra foi composta de 70 profissionais do turno diurno. Os dados foram trabalhados pela estatística descritiva simples. <strong>Resultados</strong>: A maioria (94,3%) tem interesse em receber orientações sobre saúde bucal, 54,3% já ouviram falar em pré-natal odontológico, 51,4% acreditam que não é recomendado creme dental fluoretado para crianças abaixo de 3 anos e 80% acertaram de 5 a 7 perguntas. <strong>Conclusão</strong>: A maioria dos participantes possui bom nível de conhecimento sobre saúde bucal na primeira infância. O aleitamento materno foi à prática de saúde mais abordada pelos participantes, seguido da higiene bucal. Pode-se verificar a importância da integralidade no atendimento infantil, a presença fundamental do Cirurgião-Dentista na equipe multiprofissional em saúde em âmbito hospitalar no que concerne à promoção de saúde bucal na primeira infância.</p> Mayara Faria de Moraes Lilian Citty Sarmento Copyright (c) 2022 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-22 2022-09-22 23 4 48 57 10.47456/rbps.v23i4.36551 Análise da qualidade do sono em pacientes oncológicos submetidos à teleterapia https://www.periodicos.ufes.br/rbps/article/view/35710 <p><strong>Introdução</strong>: Tratamentos oncológicos oferecem alto nível de sucesso e evoluíram consideravelmente nos últimos tempos. Entretanto, os pacientes oncológicos sofrem com a grande probabilidade de desenvolverem efeitos adversos às terapias, como alteração na qualidade do sono. <strong>Objetivos</strong>: Analisar a qualidade do sono dos pacientes oncológicos submetidos à teleterapia. <strong>Métodos</strong>: Estudo descritivo, inferencial, transversal e do tipo quantitativo. Foram avaliados pacientes oncológicos submetidos à teleterapia no Hospital Santa Águeda, de setembro a dezembro de 2020, na cidade de Caruaru-Pernambuco, Brasil. Informações sociodemográficas, clínicas e de hábitos de vida foram obtidas. Como instrumento avaliativo e validado, utilizou-se o índice de qualidade do sono de Pittsburgh sob a forma de entrevista. Para as análises descritivas, foi empregada a distribuição de probabilidade e, nas inferenciais, o teste quiquadrado, considerando um nível de significância de p&lt;0,05. <strong>Resultados</strong>: Foram avaliados 136 pacientes oncológicos submetidos à teleterapia, de ambos os sexos, com média de idade de 61,07±2,12, na faixa etária de 31 a 86 anos. Foi verificado que 49% tinham qualidade do sono ruim e 6% já apresentavam distúrbio do sono. Observou-se associação positiva e significante entre a boa qualidade do sono com o tempo de latência de sono de até 15 minutos (p=0,001) e com a duração do sono maior que sete horas (p=0,000). <strong>Conclusão</strong>: Os pacientes submetidos à teleterapia podem apresentar alterações na qualidade do sono. Portanto, são essenciais terapias interdisciplinares que ampliem a visão para além do tumor, em especial, uma atenção na qualidade do sono.</p> Bruna Fernanda Silva Silva Adriana Siqueira de Oliveira Oliveira Ana Cecília Cavalcanti de Albuquerque Albuquerque Tamires Kelli Neves Souza Souza Copyright (c) 2022 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-22 2022-09-22 23 4 58 66 10.47456/rbps.v23i4.35710 A saúde mental de vestibulandos em tempos de pandemia: estudo sobre ansiedade traço-estado em concluintes do ensino médio https://www.periodicos.ufes.br/rbps/article/view/36271 <p><strong>Introdução</strong>: A preparação para o ingresso na vida universitária por meio do vestibular constitui um processo extremamente estressante na vida estudantil, envolto por intensas demandas cognitivas e emocionais. Na atualidade, somam-se aos tensionamentos, as incertezas e desafios impostos pela atual pandemia, com implicações na saúde mental dos estudantes. <strong>Objetivos</strong>: Considerando os possíveis desdobramentos da pandemia no aumento da ansiedade, o projeto teve o objetivo de investigar os impactos do atual cenário no cotidiano de estudantes concluintes do ensino médio e matriculados em uma instituição de ensino da região metropolitana de Belém, no ano de 2020. <strong>Métodos</strong>: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, com abordagem quantitativa, e com uso de dois instrumentos aplicados no formato on-line, incluindo o Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE). <strong>Resultados</strong>: Os achados demonstraram uma prevalência do nível médio de ansiedade, tanto traço (média de 48,6 ± 6,3 pontos) quanto estado (média de 47,7 ± 6,4 pontos), com associação significativa entre o impacto sobre o sono e a motivação para o estudo. No entanto, não houve associação estatística com a ansiedade traço-estado, em se tratando de variáveis sociodemográficas e curso pretendido. <strong>Conclusão</strong>: A pandemia impactou significativamente na vida dos estudantes, com repercussões na saúde mental. Em se tratando de um período que antecede o vestibular, são necessárias medidas de prevenção e suporte aos agravos em saúde, diante dos problemas enfrentados em decorrência do cenário de pandemia.</p> Letícia Fonseca Macedo Thalita da Rocha Bastos Thaisy Luane Gomes Pereira Braga Roberta Nize Lôla Auday Ana Cristina Vidigal Soeiro Copyright (c) 2022 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-22 2022-09-22 23 4 67 77 10.47456/rbps.v23i4.36271 Acidentes por escorpião no município de Colatina, Espírito Santo, no período de 2009 a 2019 https://www.periodicos.ufes.br/rbps/article/view/37472 <p><strong>Introdução</strong>: Os acidentes causados por animais peçonhentos correspondem a segunda maior causa de envenenamento no Brasil, são um importante problema de saúde pública e, em sua maioria, são ocasionados por escorpiões. Os acidentes causados pelos animais do gênero Tityus apresentam relevância para saúde pública devido a sua dispersão e adaptação em todo território nacional. <strong>Objetivos</strong>: Descrever o perfil das vítimas de acidentes e caracterizar a morbidade por escorpionismo no município de Colatina no período de 2009 a 2019. <strong>Métodos</strong>: Trata-se de estudo de série de casos a partir de dados secundários oriundos do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. <strong>Resultados</strong>: Ocorreram 2.122 casos de acidentes por escorpião no município. Destes, 61% foram em indivíduos do sexo masculino. A faixa etária de 20 a 59 anos foi mais acometida, representando 63% dos casos. Entre o ano de 2009 a 2019 observou-se um crescimento de 125% da taxa de incidência e 70% dos acidentes ocorreram entre os meses de julho a janeiro, destacando-se o maior quantitativo (n = 869) no período de setembro a dezembro. <strong>Conclusão</strong>: A incidência de escorpionismo teve crescimento no período analisado. Os resultados apresentados podem colaborar para a definição de estratégias e apoiar a tomada de decisão dos gestores locais na prevenção de acidentes por escorpiões.</p> Rogério Augusto de Paula Júnior Copyright (c) 2022 Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-09-22 2022-09-22 23 4 78 84 10.47456/rbps.v23i4.37472