Romanitas - Revista de Estudos Grecolatinos https://www.periodicos.ufes.br/romanitas <p><em>Romanitas – Revista de Estudos Grecolatinos</em> nasce, a princípio, de uma constatação: a visível carência, no Brasil, de periódicos de natureza interdisciplinar comprometidos com a divulgação da produção intelectual em torno das sociedades grega e romana, realidade em agudo contraste com o aumento do interesse despertado, nas últimas décadas, pelos Estudos Clássicos, como é possível concluir com base no número crescente de pesquisadores envolvidos, em todos os níveis de formação acadêmica, com projetos de investigação sobre o passado de Grécia e Roma, o que motivou a equipe do Laboratório de Estudos sobre o Império Romano/seção ES, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), a fundar o periódico.</p> Portal de Periódicos da Ufes pt-BR Romanitas - Revista de Estudos Grecolatinos 2318-9304 <p>a. Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação.</p> <p>b. Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p> <p>c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após a primeira publicação pela revista, com os devidos créditos.</p> <p>d. Os textos da revista estão licenciados com uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional</a> (CC BY-NC-ND).</p> Persuasão como instrumento de ação política na Atenas do século V a.C.: o caso de Péricles https://www.periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/35825 <p>Na obra <em>História da Guerra do Peloponeso</em>, Tucídides afirma que Péricles, o eminente político ateniense, “podia conter a multidão sem lhe ameaçar a liberdade, e conduzi-la ao invés de ser conduzido por ela, pois não recorria à adulação com o intuito de obter a força por meios menos dignos” (Thucydides, 2, 65, 8). Se Péricles não utilizava a imposição ou a adulação para governar seus concidadãos, qual era então seu principal instrumento de ação política? No presente artigo, trabalhar-se-á com a tese de que a <em>persuasão </em>foi o instrumento supremo utilizado por Péricles na condução de sua política entre os atenienses. Em meio à análise de trechos do terceiro discurso de Péricles, reportado por Tucídides (Thuc., 2, 60-4), serão apresentados quatro aspectos centrais de como isso se configurava.</p> Ricardo Neves dos Santos Copyright (c) 2021 Ricardo Neves dos Santos https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-30 2021-12-30 18 139 157 10.17648/rom.v0i18.35825 A metáfora das abelhas em Columela: guerra e diplomacia sob Nero https://www.periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/35415 <p>A apicultura nas sociedades antigas, além de compor o quadro econômico e produtivo, integrava também o repertório literário, que, por meio de uma linguagem alegórico-metafórica, refletia sobre as relações de poder e os modelos de governo que uma parcela da aristocracia letrada postulava como ideal. Nesse sentido, o objetivo deste artigo será o de compreender parte das prescrições do livro nono do <em>De Re Rustica</em> como sendo uma metáfora que reflete sobre as tensões envolvendo o imperador, Senado e o exército, sobretudo, com relação aos desdobramentos dos conflitos na fronteira oriental durante o principado de Nero.</p> Helton Lourenço Carvalho Copyright (c) 2021 Helton Lourenço Carvalho https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-30 2021-12-30 18 158 177 10.17648/rom.v0i18.35415 O Círculo do Aventino na Roma do século IV https://www.periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/35974 <p>Este artigo pretende divulgar o Círculo do Aventino, espécie de escola de ascetismo cristão, de estudos bíblicos e de línguas, fundado por Marcela (posteriormente Santa Marcela), na Roma do século IV e frequentado por outras damas da aristocracia romana, também santificadas. Nas reuniões desse círculo, São Jerônimo atuava como professor e conselheiro espiritual. Uma breve contextualização histórica do cristianismo do século IV, bem como a ideologia veiculada pelos Padres da Igreja sobre as mulheres, também faz parte deste artigo.</p> Maria Cristina da Silva Martins Copyright (c) 2021 Maria Cristina da Silva Martins https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-30 2021-12-30 18 178 194 10.17648/rom.v0i18.35974 O clássico em Clarice Lispector: o mito como elemento estruturante em 'Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres' https://www.periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/35514 <p>A proposta do presente artigo é analisar a presença de narrativas pertencentes à tradição mítica greco-latina dentro do enredo do romance <em>Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres</em>, de Clarice Lispector, identificando-as como componente da fabulação, da construção narrativa, elemento estruturante dentro da história. Para isso, fez-se o levantamento dos mitos presentes na trama, recorrendo-se às obras clássicas tais como <em>Metamorfoses</em>, de Ovídio, <em>Ilíada</em> e <em>Odisseia</em>, de Homero, e <em>Teogonia</em>, de Hesíodo, a fim de correlacionar os mitos à narrativa do romance e de analisar a sua implicação na tessitura da história.</p> Alcione Lucena Albertim Copyright (c) 2021 Alcione Lucena Albertim https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-30 2021-12-30 18 195 210 10.17648/rom.v0i18.35514 A proposta de um novo itinerário de leitura para as obras prudentianas https://www.periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/36088 <p>Resenha de: GONÇALVES, A. T. M. <em>A arte poética a serviço do proselitismo cristão</em>: relendo os poemas de Aurélio Prudêncio Clemente (séculos IV/V). Jundiaí: Paco, 2020. 276 p.</p> Rodrigo Santos Monteiro Oliveira Copyright (c) 2021 Rodrigo Santos Monteiro Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-30 2021-12-30 18 212 215 10.17648/rom.v0i18.36088 A criatividade docente e a reelaboração do legado clássico https://www.periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/35029 <p>Resenha de: JIMÉNEZ JUSTICIA, L.; QUIROGA PUERTAS, A. J. (ed.). <em>Ianus</em>: innovación docente y reelaboraciones del legado clásico. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2018. p. 157.</p> José Maria Gomes de Souza Neto Copyright (c) 2021 José Maria Gomes de Souza Neto https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-30 2021-12-30 18 216 221 10.17648/rom.v0i18.35029 Apresentação https://www.periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/37527 <p>Apresentação do dossiê: "Viagens expedições e itinerários no Mediterrâneo Antigo".</p> Thiago Eustáquio Araújo Mota Copyright (c) 2022 https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-15 2022-02-15 18 7 8 10.17648/rom.v0i18.37527 Viagens e itinerários dos imperadores romanos: uma entrevista com Ana Teresa Marques Gonçalves https://www.periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/37528 <p>Entrevista com Ana Teresa Marques Gonçalves.</p> Ana Teresa Marques Gonçalves Copyright (c) 2022 https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-15 2022-02-15 18 9 20 10.17648/rom.v0i18.37528 A viagem do exército de Nabucodonosor em 'Judite' e a sua relevância na literatura judaica helenística https://www.periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/36710 <p>O <em>Livro de Judite</em> (134-76 A.E.C.), texto apócrifo do Antigo Testamento, escrito em grego <em>koiné</em>, tem atraído a atenção de pesquisadores do judaísmo antigo pelo protagonismo da heroína que dá nome ao livro. O livro possui dezesseis capítulos, porém a história de Judite se inicia somente a partir do oitavo capítulo. Essa peculiaridade suscitou debate entre os pesquisadores da obra, pois paira a dúvida sobre a relevância dos capítulos 1 a 7 para a história da heroína. Partindo desta constatação, analisaremos os primeiros capítulos do livro de Judite, que tratam da viagem do exército do rei Nabucodonosor e o propósito desta viagem, tentando identificar se essa parte da obra se enquadra como uma história global fictícia, objetivando críticas aos antigos impérios que dominaram os judeus.</p> Victor Passuello Copyright (c) 2021 Victor Passuello https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-30 2021-12-30 18 21 39 10.17648/rom.v0i18.36710 A viagem de Eneias rumo ao Ocidente mediterrânico: uma genealogia do mito do herói prófugo https://www.periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/36177 <p>As condições de prófugo e de sobrevivente do caos estão diretamente atreladas a Eneias, o herói troiano, filho de Vênus, que recebe papel de destaque nas narrativas fundacionais romanas. O presente artigo tem por objetivo rastrear as evidências pertinentes à construção do Eneias prófugo nas fontes escritas pré-virgilianas, o que permite ampliar a compreensão sobre as apropriações poéticas do mito na própria <em>Eneida</em>.</p> Thiago Eustáquio Araujo Mota Copyright (c) 2021 Thiago Eustáquio Araujo Mota https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-30 2021-12-30 18 40 63 10.17648/rom.v0i18.36177 Impressões de um viajante estoico: o simbolismo da morte na 'Ad Lucilium Epistola' LXX, de Sêneca (1-4 a.C. – 65 d.C.) https://www.periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/36264 <p>Viajar é uma atividade constante no cotidiano social. Com frequência, ela envolve diversos elementos, como logística, deslocamento, alimentação, etc. Ao se considerar a Antiguidade, pode-se observar imagens sobre viagens e viajantes em obras de autores como Sêneca e Élio Aristides e, em diálogo com a cultura material, tem-se testemunhos acerca das inscrições de trechos, pontes, itinerários, pavimentações, entre outros elementos. O objetivo deste estudo consiste em analisar dois aspectos da viagem na sociedade romana: primeiro, produzir reflexões sobre as estradas, pois converteram-se em fontes de comunicação e base do poder imperial. Para tanto, o estudo de caso se volta para a <em>Via Appia</em>, que conectava Roma a Cápua. A partir daí o segundo aspecto se envereda rumo às viagens filosóficas presentes na <em>Epístola</em> LXX, de Sêneca.</p> Luciane Munhoz de Omena Dyeenmes Procópio de Carvalho Copyright (c) 2021 Luciane Munhoz de Omena, Dyeenmes Procópio de Carvalho https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-30 2021-12-30 18 64 83 10.17648/rom.v0i18.36264 Itinerário extramuros de Lúcio-Asno nas 'Metamorphoses', de Apuleio: topofobias na África romana (séc. II d.C.) https://www.periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/36084 <p>As topofobias associadas à África romana identificam-se diretamente aos espaços extramuros das cidades existentes na região. Tal percepção evidencia-se quando se toma como documentação de análise as <em>Metamorphoses</em>, de Apuleio. Escrita em meados do século II, na obra há uma clara designação das localidades fora da ingerência das elites citadinas como espaços abertos às ações belicosas, bárbaras e assustadoras praticadas por bandidos, feras selvagens e entidades sobrenaturais. Nesta região erma e insalubre, Lúcio, metamorfoseado em asno, vaga por um itinerário sombrio, perigoso e hostil, presenciando uma série de assaltos, raptos, assassinatos e atos mágico-fantasmagóricos, configurando uma evidente paisagem do medo.</p> Belchior Monteiro Lima Neto Copyright (c) 2021 Belchior Monteiro Lima Neto https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-30 2021-12-30 18 84 102 10.17648/rom.v0i18.36084 Mulheres viajantes no mundo romano (séc. IV-V d.C.) https://www.periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/36179 <p>Este artigo versa sobre viagens de mulheres que viveram entre os séculos IV e V. O estudo analisa a questão do deslocamento para a Terra Santa por meio do <em>Itinerarium Burdigalensis</em> e procura compreender o discurso sobre quatro mulheres que viajaram para a Palestina. Helena, mãe do imperador Constantino; Egéria, a peregrina que redigiu o seu diário de viagem; e duas matronas romanas, Paula e Melânia, que não apenas decidiram viajar como também atuaram de modo ímpar, vivendo em novos lugares, construindo e interferindo na paisagem com a edificação de mosteiros, auxílio aos peregrinos, etc. Seu objetivo é compreender como a memória dessas viajantes contribui para alimentar um imaginário coletivo, porque a viagem proporciona uma identidade ao território e também para a própria viajante que faz do seu percurso um elemento fundamental da sua vida. Nesse sentido, a viagem ultrapassa a mera metáfora para a ampliação de novos horizontes; ela é uma prática da alteridade.</p> Silvia M. A. Siqueira Copyright (c) 2021 Silvia M. A. Siqueira https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2021-12-30 2021-12-30 18 103 123 10.17648/rom.v0i18.36179 Viagens, expedições e itinerários desde o Mar da Irlanda: algumas considerações a partir da 'Confessio' e da 'Epistola', de Patrício https://www.periodicos.ufes.br/romanitas/article/view/34723 <p>Na Antiguidade Tardia, a comunicação pelo Mar da Irlanda era um fator fundamental, pois, apesar de suas dificuldades de navegação, os caminhos marítimos eram muito mais fáceis do que os terrestres, com suas montanhas, pântanos e a necessidade de autorização para a mobilidade entre cada localidade. As trocas culturais, sociais e econômicas por via marítima eram, então, frequentes. Considerando isso, o objetivo deste artigo é apresentar algumas reflexões sobre viagens, expedições e itinerários desde o Mar da Irlanda a partir da <em>Confessio</em> e da <em>Epistola</em>, dois textos escritos por [São] Patrício no século V.</p> Dominique Santos Copyright (c) 2022 Dominique Santos https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-02-15 2022-02-15 18 124 137 10.17648/rom.v0i18.34723