A FORMAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL NO PERÍODO NEODESENVOLVIMENTISTA DE DILMA ROUSSEFF: OS ENTRAVES PARA UMA EDUCAÇÃO EMANCIPADORA

Autores

  • Suellen Bezerra Alves Keller Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.22422/temporalis.2018v18n36p336-348

Resumo

O presente artigo busca tematizar a configuração da formação em Serviço Social entre os anos de 2011 e 2016, período em que o Brasil foi governado pela presidenta Dilma Rousseff e momento em que se vivenciou o esgotamento do projeto neodesenvolvimentista. A partir de um estudo qualitativo, em que foi realizada pesquisa teórico-bibliográfica com base no método materialista-dialético, investigou-se como a educação institucionalizada, no modo de produção capitalista, cumpre a função prática de formar para o mercado, e ideológica de criar consensos sobre as massas. Ao final dos governos de coalizão petistas, o Serviço Social vivenciou muitos desafios, resultantes, sobretudo, do crescimento de cursos de graduação à distância. Conclui-se que o enfrentamento do conservadorismo na profissão e na realidade social prescinde de uma formação emancipadora, que proporcione conhecimento crítico sobre a totalidade e permita a construção de estratégias efetivas de atuação.

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Biografia do Autor

Suellen Bezerra Alves Keller, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Doutoranda em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Bacharela e Mestra em Serviço Social. Assistente Social Judiciária do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS).

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Publicado

2019-01-03