A VIOLÊNCIA NO COTIDIANO DA JUVENTUDE NEGRA: UM OLHAR SOBRE A QUESTÃO

Autores

  • Valdencie José Raimundo Universidade Católica de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.22422/2238-1856.2014v14n27p119-138

Resumo

Este artigo tem por objeto de estudo a violência e suas diversas formas de manifestações no cotidiano da juventude negra. Visa promover uma leitura da realidade dos jovens negros, evidenciando aspectos que são, muitas vezes, negligenciados nas leituras oficiais. A temática em questão é pertinente, tendo em vista que a juventude tem estado em evidência em diversos espaços da vida em sociedade. É um recorte das reflexões elaboradas a partir da tese de doutoramento da autora deste artigo. Foram analisadas a violência urbana e a sua relação com a juventude negra. Os dados foram colhidos tendo como sujeitos da pesquisa jovens que se identificaram como negros e vinculados a diferentes grupos, tais como: religiosos, militantes de movimentos culturais e moradores de espaços segregados. O ponto de culminância do estudo foi perceber que, apesar das negações e violações sofridas, os jovens criavam formas de resistência fundamentadas a partir dos sonhos de transformações.

 

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Biografia do Autor

Valdencie José Raimundo, Universidade Católica de Pernambuco

Possui Graduação em Serviço Social - UFPE (2000). Mestra em Serviço Social -UFPE (2003). Doutora em Serviço Social -UFPE (2010). Lecionou na Universidade Federal de Pernambuco na qualidade de Professora Substituta. Leciona na Graduação e na Pós Graduação em Serviço Social da Universidade Católica de Pernambuco. Lecionou na Associação Caruaruense de Ensino Superior. Participa como Membro Pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Gênero, Raça, Meio ambiente e Planejamento de Políticas Públicas- GRAPP/UFPE. É líder do Grupo de estudos em Raça, Gênero e Políticas Públicas/UNICAP. Coordena o Projeto Vidas Inteligentes sem Drogas e Álcool. Tem experiência na área de ensino, pesquisa e extensão, com ênfase nos direitos sociais, juventude, gênero, movimentos sociais e questões étnico- raciais.

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Sites consultados

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www.ibge.gov.br

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Publicado

2014-08-30