OS LIMITES À LIBERDADE NA SOCIEDADE DE CLASSES: algumas reflexões éticas

Autores

  • Luciana Ribeiro Paneghini Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

DOI:

https://doi.org/10.22422/2238-1856.2015v15n29p157-171

Resumo

Este trabalho objetiva analisar a assertiva “a sua liberdade termina quando começa a do outro”, desmistificando o individualismo implícito à mesma. Para tanto, o artigo recorrerá à concepção marxiana de liberdade, buscando analisar quais os limites do capitalismo à liberdade, como valor ético humano, adquirido por meio do trabalho não alienado, fundamento ontológico do ser social. O reconhecimento da liberdade dos indivíduos sociais, enquanto sujeitos éticos e políticos, supõe a superação da cotidianidade e do moralismo. A liberdade, como um dos pressupostos do Código de Ética dos assistentes sociais, direciona o trabalho profissional cotidiano, no horizonte da emancipação humana.

 

 

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Biografia do Autor

Luciana Ribeiro Paneghini, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Mestre em Serviço Social pela PUC-SP. Possui graduação em Serviço Social pela Faculdade Paulista de Serviço Social de São Caetano do Sul (2010). Atualmente é Analista de Promotoria I - assistente social do Ministério Público do Estado de São Paulo.

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Publicado

2015-07-31